Unidade na luta: Sindsaúde Bahia exige reajuste digno e abertura de mesa de negociação. A luta não para!

Unidade na luta: Sindsaúde Bahia exige reajuste digno e abertura de mesa de negociação. A luta não para!

Desde segunda-feira (06), os servidores e servidoras da Saúde realizam uma paralisação de 48h contra o descaso do governo do estado com relação aos servidores públicos. Um ato realizado em frente ao Hospital Geral do Estado – HGE, com a participação de um contingente de servidores e servidoras da saúde de várias unidades do Estado, deu início à mobilização, que depois seguiu em caminhada até a Av. Vasco da Gama, onde o trânsito foi interrompido por diversas vezes, para chamar a atenção para o desrespeito por parte do governador.
A caminhada seguiu com os presentes entoando gritos de ordem, como: “É devagar, é devagar. Só 4% a Saúde vai parar!” e “Servidores na rua, Jerônimo a culpa é sua!”. Em outras cidades do interior, os servidores estaduais também aderiram à paralisação, como Itaberaba, Jequié, Vitória da Conquista e Itapetinga.
“Nós estamos aqui, unicamente, por uma determinação: lutar pelos servidores! É um desejo nosso estar na rua. É um desejo do trabalhador reivindicar, gritar contra o abuso desse governo perante o servidor. Basta de indiferença! basta de opressão! Chega de descaso com o servidor da Saúde!”, disse a diretora Martha Bispo, durante a caminhada na Vasco da Gama.
O sindicato quer a abertura da mesa de negociação para discutir uma nova proposta de reajuste. A que foi enviada ao governo é de um reajuste de 10%, com retroativo à data-base que foi no dia 1º de janeiro, conforme a Lei 6677/94 – Estatuto do Servidor. A medida que o Governo da Bahia está tomando só aumenta o arrocho salarial dos servidores que vêm amargando perdas desde 2015. Segundo o estudo econômico feito pelo Dieese, as perdas salariais, desde 2015, chegam a 54,25%. Neste período o aumento no salário dos servidores foi de apenas 15,09%, enquanto a Alimentação aumentou 87,55%; água e esgoto, 102,34%; botijão de gás, 159,77%; energia elétrica, 137,05%; transporte público, 78,50%; combustíveis, 79,30%; plano de saúde, 112,70%, educação, 77,44%. Diferenças que pesam no bolso do servidor público, principalmente os da Saúde.
“Nós merecemos salários dignos! Nós merecemos uma jornada justa de trabalho! Por isto a gente clama e conclama a população da Bahia para que apoiem os servidores públicos na sua luta, falem com o governador para que ele valorize o servidor público. Nós estamos hoje nas ruas na luta por valorização, respeito e um reajuste linear digno. 4% não!”, pontuou a diretora Aladilce Souza.
No ano passado, o governador teve reajuste salarial de 48,5%, o vice-governador e secretários de 53,81%, enquanto os deputados tiveram reajuste de 30,46%. Por que para os servidores estaduais apenas 4%?
“Nós não temos um reajuste digno. A nossa data base é em janeiro e o governador quer propor, em maio, um reajuste de 2% e em setembro, mais 2%, sem retroativo, quando só a inflamação de 2023 foi de 4,62%. Isto não é justo! A gente não tinha necessidade de estar aqui nas ruas, mas foi a maneira da gente impactar para que a sociedade entre nesta luta com a gente. Merecemos um salário digno!”, falou Ana Carina Dunham, diretora do Sindsaúde Bahia, durante a mobilização.
Em dois meses, foram realizadas mobilizações e paralisações com o objetivo de buscar melhorias, valorização e respeito ao servidor, com a conquista de um reajuste digno.
A possibilidade de greve não é descartada. Nesta quarta-feira (07), o Sindsaúde Bahia realiza mais uma atividade para demonstrar que é contra a proposta da gestão, enviada para a Assembleia Legislativa pelo governador Jerônimo Rodrigues.
E é justamente em frente a Alba, que neste dia 7, o Sindsaúde Bahia, em uma mobilização que reúne várias categorias, ao lado de outras entidades sindicais que representam os servidores públicos do estado, demonstra mais uma vez toda a indignação dos servidores com a falta de respeito e de valorização por parte do Governo do Estado.

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