Impasse nas negociações com a Fundação Estatal
Frustrados com o não atendimento da pauta de reivindicações e com as condições de trabalho impostas pela Fundação Estatal Saúde da Família, que fogem completamente às previstas na lei que criou a FESF e se contradiz a sua perspectiva ideológica, os trabalhadores de forma unânime decidiram, em assembléia convocada pelo Sindsaúde-Ba, no dia 23 de outubro, não assinar o acordo coletivo de 2012.
As categorias que recorreram ao Sindsaúde para representá-las optaram por adotar as medidas cabíveis para a continuidade da luta, tanto na esfera política quanto jurídica. A decisão reafirmou a mesma posição da assembleia realizada no dia 19 de julho quando a FESF já tinha sinalizado resposta negativa aos direitos dos trabalhadores.
A insatisfação foi acirrada, ainda mais, pelo fato da Fundação ter concedido aumento apenas para os médicos, através de gratificação de produtividade e qualidade, ignorando os demais profissionais. Ao contrário, a FESF não acenou com nenhuma perspectiva de melhoria salarial, nem das condições de trabalho, assim como do processo democrático de negociação e de gestão participativa. Além das clausulas salariais, não houve resposta positiva em relação às reivindicações que tratavam de direitos como prevenção na segurança e biosegurança nos locais de trabalho e capacitação às diversas categorias profissionais.
Outra frente de luta dos trabalhadores da Fundação Estatal é com relação às suspensões e rescisões de contratos de trabalho imotivadas que vêm sendo praticadas, de forma arbitrária, utilizando o artifício da suspensão de contrato. Os profissionais são concursados públicos e, portanto, têm direito à estabilidade do emprego.
Segundo os trabalhadores concursados da FESF, que atuam na Estratégia Saúde Família, Programa de Internação Domiciliar e Apoio administrativo, esta havendo grandes discrepâncias salariais, insegurança do emprego e muitos problemas relacionados às condições e processo de trabalho, deixando todos desmotivados e insatisfeitos.