Sindsaúde critica proposta do governo para transferência dos trabalhadores da DIVAST/CESAT da sede do órgão
A diretoria do Sindsaúde, representada pela presidente Ivanilda Brito e pela diretora e vereadora de Salvador Aladilce Souza, participaram, na sexta-feira (19/7), de uma reunião plenária dos trabalhadores da Diretoria de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador (DIVAST)/Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador (CESAT), para discutir a proposta do governo de transferência dos profissionais da sede do órgão, que funciona há mais de 30 anos no bairro do Canela.
A reunião contou com a participação de membros do Conselho Estadual de Saúde, com o assessor especial da Sesab Cássio Garcia e a superintendente de Vigilância da Saúde (Suvisa), Rívia Barros.
A proposta foi amplamente rejeitada pelos representantes das entidades e usuários, por entender que a DIVAST/CESAT é um patrimônio dos trabalhadores e movimento sindical, criado através de uma construção coletiva entre profissionais de saúde, universidade e movimento sindical, com o objetivo de ser um instrumento de proteção à saúde dos trabalhadores, sempre tão atacada e precarizada pelo governo.
As representações sindicais e servidores destacaram também que uma transferência num momento em que o Estado vem sendo desmontado, a nível federal, seria muito prejudicial para o trabalhador, que já vem sofrendo diversos ataques, perdas de direitos históricos e retrocessos a exemplo da extinção do Ministério do Trabalho, que fragilizou as políticas de geração de emprego e renda.
Além disso, não há argumentos plausíveis que justifiquem essa transferência que também irá acarretar custos para o Estado. A posição das entidades e trabalhadores é a de permanência na sede.
Durante a reunião, Aladilce propôs o tombamento do prédio da DIVAST/CESAT por se tratar de um prédio histórico, de mais de 100 anos, com arquitetura colonial, que deve ser preservado do ponto de vista histórico.
A luta pela preservação dos trabalhadores no prédio será discutida na próxima reunião do Conselho Estadual de Saúde para posicionamento oficial do pleno. O Sindsaúde continuará acompanhando ativamente das discussões e espera que o governo reveja a sua posição. O sindicato não abre mão da continuidade dos profissionais na sede da DIVAST/CESAT.
