Sindsaúde cobra soluções para problemas no Planserv em manifestação realizada no HGRS
Um ato em defesa do Planserv reuniu servidores da saúde em frente ao Hospital Geral Roberto Santos na manhã desta terça-feira (26/2). Organizado pelo Sindsaúde, a manifestação cobrou uma solução do governo do estado para os diversos problemas e restrições de atendimento apresentados pelo plano. Indignados com a situação que vem afetando seriamente os usuários, os trabalhadores levaram cartazes com frases que diziam “Planserv, eu pago, eu tenho direito”, “Planserv: Queremos qualidade!”, “Governador, abra as contas do Planserv”.
A presidente do Sindsaúde, Ivanilda Brito, destacou que os servidores estaduais vêm enfrentando dificuldades com o Planserv em relação à suspensão de cirurgias e procedimentos causados pelo descredenciamento de médicos anestesistas e de outras especialidades. Os trabalhadores também reclamam da dificuldade no agendamento de consultas e exames, além da falta de ampliação da rede credenciados, principalmente no interior do estado. “Nós tomamos conhecimento sobre diversas queixas. Muitos usuários estão impossibilitados de realizar cirurgias e procedimentos porque não têm condições de pagar os honorários médicos particular. Já ouvimos casos de falecimento de usuários que não puderam realizar procedimentos e estavam aguardando um solução para o impasse”, destacou.
Ivanilda ressaltou ainda que após a reforma administrativa do estado, ocorrida em 2015, os valores pagos pelos servidores para o Planserv aumentaram muito, mas o atendimento e a rede credenciada não foram ampliados. A situação deve piorar com a aprovação da proposta do governo Rui Costa que reduziu em 50% a participação do Estado no custeio do plano, no mês de dezembro. Todos esses aumentos do Planserv trouxeram ainda mais prejuízos aos trabalhadores, que acumulam grandes perdas salariais, pois já estão há 4 anos sem reajuste. Somado a isso, a entidade não tem conseguido diálogo com o governo para discutir as demandas da categoria. “Da mesma forma que defendemos o Sistema Único de Saúde, nós defendemos o Planserv. Nós temos que considerar tudo isso para continuar firma nessa briga”, disse.
A diretora do Sindsaúde Inalba Fontenele afirmou que o Planserv é um patrimônio do funcionalismo público estadual e é custeado, em mais de 90% do seu total, com o dinheiro dos servidores, portanto, a crise alegada pelo governador não foi criada pelos trabalhadores. Ela destacou que afirmou que a diretoria da entidade vai encaminhar um ofício para o governador Rui Costa exigindo a criação de um canal de emergência para atender as demandas emergenciais dos usuários durante o período do Carnaval, quando os órgãos públicos estão em recesso. “Estamos no período de Carnaval e não sabemos como vai funcionar o plano de saúde dos servidores. Queremos que o governo disponibilize um telefone para que os trabalhadores possam fazer denúncias e ter resolutividade para os seus problemas”, disse.O Sindsaúde e demais entidades do funcionalismo público estadual protocolaram denúncia no Ministério Público, para tentar solucionar os problemas apresentados pelo Planserv, mas até o momento as entidades não obtiveram resposta do governo e muitos servidores precisam continuar pagando para ter acesso à diversos procedimentos. “O governo faz propaganda dizendo que o plano vai bem, mas a verdade é que o Planserv vai mal. Queremos que o governo abra as contas do Planserv”, afirmou o diretor Dijalma Rossi.
Ele destacou que a categoria precisa estar consciente da necessidade de ir à luta para defender o Planserv, com a realização de denúncias na Ouvidoria Geral do Estado. “Nós precisamos estar cada vez mais unidos para tentar combater a ganância de Rui Costa de tirar o direito do trabalhador. A gente precisa encarar este governo e ir pra cima, engrossando nossas fileiras de luta. Já estamos há 4 anos sem reajuste e não vamos aceitar mais essa perda em nosso plano de saúde”, afirmou Dijalma.O diretor Orlando Lago também reforçou a importância da unidade dos trabalhadores na luta pelo Planserv. “O único instrumento que nós temos de luta é o nosso sindicato. A gente precisa garantir este estado de mobilização porque o governo vai dar a resposta diretamente proporcional à mobilização dos trabalhadores. Este é um movimento que precisa ser retomado pelos trabalhadores”, disse.
A presidente do Sindsaúde destacou que o sindicato, juntamente com outras entidades do funcionalismo público estadual, estão agendando assembleias de suas categorias para deliberarem uma agenda de luta em defesa do Planserv e de outras demandas dos trabalhadores, como o reajuste salarial. Ivanilda conclamou os servidores a participarem da assembleia dos trabalhadores da Sesab que será realizada no dia 12 de março, na Associação dos Funcionários Públicos do Estado (AFPEB), na Carlos Gomes, às 16h, onde será discutido e deliberado os próximos passos do movimento.
