Trabalhadores do HGRS ficam sem salas para trabalhar após interdição de andar
Trabalhadores do Hospital Geral Roberto Santos foram mais uma vez surpreendidos com o descaso e desrespeito da Sesab e da direção da unidade. Os profissionais que trabalham no andar intermediário ficaram prejudicados após o setor ter sido interditado para obras de construção do Centro de Hemodiálise.
Os trabalhadores foram surpreendidos com a interdição do setor de maneira abrupta e ficaram sem poder ocupar seus postos de trabalho. Isso porque a direção do HGRS não cumpriu com o acordo feito com o Sindsaúde-Ba e com a categoria de realizar um planejamento antecipado para relocação dos profissionais.
A gestão tinha se comprometido em construir novas salas provisórias no andar térreo para abrigar os espaços que funcionam no andar que foi interditado, como o Serviço Social, Psicologia, Terapia Ocupacional, Odontologia, Fisioterapia, biblioteca e arquivo de prontuários médicos.
Os trabalhadores também são contrários à desativação do único posto do Banco do Brasil na unidade onde serão construídos os espaços provisórios. Os profissionais pedem que o posto seja mantido ou relocado para outro local dentro das dependências do hospital.
O Sindsaúde-Ba e os trabalhadores reiteram que são a favor da reforma e entendem a importância da construção do Centro de Hemodiálise na unidade. Entretanto, repudiam a forma desrespeitosa com que a Sesab e a direção da unidade tratam os profissionais que, além de sofrerem com a falta de reajuste há três anos e terem diversos direitos retirados, ainda sofrem com a falta de respeito dentro do hospital.
O sindicato procurou o diretor do HGRS José Admirço Filho que justificou que recebeu ordens do gabinete do secretário de saúde Fábio Vilas-Boas e da empresa que está executando as obras para que desocupasse os espaços. O Sindsaúde continuará lutando pelas condições de trabalho dos servidores e denunciando as medidas que prejudicam a prestação de serviço à população e o exercício profissional.

