Desmonte do SUS vem agravando colapso nas maternidades e causando transtornos para gestantes na Bahia

Desmonte do SUS vem agravando colapso nas maternidades e causando transtornos para gestantes na Bahia

O desmonte do SUS na Bahia, que vem agravando o problema da falta de leitos e o déficit de profissionais, vem causando um grave transtorno para as gestantes que procuram atendimento nas unidades que são referência em assistência materno-infantil no estado.
Constantes casos de usuárias que têm atendimento recusado em diversas unidades reforçam a necessidade de adoção de medidas urgente por parte do governo para suprir a demanda e garantir atendimento digno para as mulheres na rede pública.
Em uma semana, duas gestantes, que estavam em trabalho de parto, tiveram atendimento recusado no Hospital Geral Menandro de Faria, em Lauro de Freitas. No domingo (6/8), uma mulher teve que fazer o seu parto em uma praça a poucos metros da unidade de saúde por não haver obstetras no local. O parto foi realizado na rua por uma amiga, uma vendedora ambulante e mototaxistas. Na segunda-feira (13/8), outra gestante deu à luz no corredor do Hospital Menandro de Faria, também for falta de médico obstetra de plantão.
O Hospital Menandro de Faria sempre foi referência em leitos de maternidade e, devido ao processo de desmonte do SUS, a unidade vem perdendo leitos nesta especialidade ao longo dos últimos anos.  A falta de assistência imediata em casos de emergência é configurada negligência da direção do Hospital Menandro de Faria e da Sesab, pois o acolhimento ao paciente deve ser feito, independente da especificidade dos profissionais presentes na unidade.
Os dois casos reforçam as diversas denúncias feitas pelo Sindsaúde-Ba sobre o estrangulamento do SUS e o colapso das unidades de saúde, sobretudo das maternidades no estado da Bahia. Além do déficit de pessoal e escassez de materiais, medicamentos e a lógica de privatização das unidades de saúde dificultam a regulação de leitos e transferência de pacientes, pois não prevalece o sentido de rede que o SUS requer.
O Sindsaúde-Ba vem acompanhando de perto a situação da recente privatização da Maternidade João Batista Caribé, as queixas dos servidores das maternidades Iperba, Albert Sabin e Tsylla Balbino sobre superlotação, além da instabilidade de funcionamento da Maternidade José Maria de Magalhães Neto.
O sindicato ressalta que a melhoria de condições de trabalho e realização de concurso público com o objetivo de reduzir o déficit de profissionais é uma das principais bandeiras de luta da categoria, por isso continuará denunciando o descaso com a saúde pública e cobrando da Sesab a adoção de medidas urgentes que garantam uma assistência de qualidade à população e garanta a ampliação de leitos de obstetrícia no estado.