{"id":7681,"date":"2016-11-18T15:25:09","date_gmt":"2016-11-18T18:25:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindsaudeba.org.br\/novo\/?p=7681"},"modified":"2019-12-13T17:47:44","modified_gmt":"2019-12-13T20:47:44","slug":"dia-da-consciencia-negra-uma-data-para-reflexao-sobre-o-racismo-dissimulado-que-persiste-na-sociedade-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindsaudeba.org.br\/portal\/blog\/dia-da-consciencia-negra-uma-data-para-reflexao-sobre-o-racismo-dissimulado-que-persiste-na-sociedade-brasileira\/","title":{"rendered":"DIA DA CONSCI\u00caNCIA  NEGRA: Uma data para reflex\u00e3o sobre o racismo dissimulado que persiste na sociedade brasileira"},"content":{"rendered":"<p>*Artigo do presidente do Sindsa\u00fade-Ba, S\u00edlvio Roberto dos Anjos e Silva<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.sindsaudeba.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-6.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-7682\" src=\"http:\/\/www.sindsaudeba.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/unnamed-6-300x139.jpg\" alt=\"unnamed-6\" width=\"300\" height=\"139\" \/><\/a><br \/>\nO racismo no Brasil \u00e9 resultante de um processo hist\u00f3rico, n\u00e3o sendo declarado, mas dissimulado. No decorrer do tempo tem deixado enormes marcas de opress\u00e3o, negando direitos dos (as) cidad\u00e3os (\u00e3s) afrodescendentes na sociedade, contribuindo fortemente para a destrui\u00e7\u00e3o de vidas e sonhos, subjugando a maior parte do povo brasileiro. Em Salvador, particularmente, ele se manifesta em cada canto da cidade, apresentando-se sob a forma de explora\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o de parcela majorit\u00e1ria da popula\u00e7\u00e3o, mesmo com os avan\u00e7os conquistados atrav\u00e9s do movimento negro.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO percurso hist\u00f3rico do povo negro no Brasil foi caracterizado\u00a0 por muita luta, sofrimento e dor. Seus descendentes continuam lutando at\u00e9 os dias atuais. Os(as) negros(as) vieram \u00e0 for\u00e7a para trabalhar no cultivo da cana-de-a\u00e7\u00facar, sob a condi\u00e7\u00e3o de escravos, sendo que, na atualidade, v\u00eam ocupando os espa\u00e7os menos qualificados na sociedade. \u00c9 importante registrar que no continente africano muitos(as) deles(as) eram reis e rainhas, al\u00e9m de deterem conhecimentos sobre variadas ci\u00eancias.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO povo negro se organizou na tentativa de enfrentar os v\u00e1rios tipos de explora\u00e7\u00e3o, travando lutas constantes na sociedade, conseguindo atrair n\u00e3o escravizados para a luta contra esse regime. Nesse per\u00edodo ocorreram muitas resist\u00eancias \u00e0\u00a0 escravid\u00e3o, sendo que, devido a fatores externos e internos, sem uma explica\u00e7\u00e3o convincente at\u00e9 hoje, a princesa Isabel assinou a Lei \u00c1urea. Entretanto, na vida dos negros pouca coisa mudou. A lei proclamou a liberdade, por\u00e9m, n\u00e3o concedeu terra nem proporcionou educa\u00e7\u00e3o, os dois \u00fanicos instrumentos capazes de promover a dignidade humana naquela situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOs (as) negros (as) sempre foram vistos como \u201ccoisas\u201d e n\u00e3o como sujeitos de direitos. S\u00e3o mais de tr\u00eas s\u00e9culos de escravid\u00e3o perpetuando at\u00e9 os dias atuais. Uma lei n\u00e3o muda a cultura e os h\u00e1bitos de um povo e o governo brasileiro fez quest\u00e3o de ignorar a condi\u00e7\u00e3o humana daquela popula\u00e7\u00e3o de negros e negras, abandonando-os \u00e0 pr\u00f3pria sorte,\u00a0 sem educa\u00e7\u00e3o e sem terra.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA heran\u00e7a da escravid\u00e3o foi determinante para que o racismo e a discrimina\u00e7\u00e3o racial caminhem juntos na cultura e na din\u00e2mica social do pa\u00eds, impossibilitando a todos (as) o acesso a seus direitos e, consequentemente, a uma vida com dignidade.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO combate ao racismo, \u00e0s\u00a0 desigualdades raciais, de classe e g\u00eanero, depende da atitude de todos, exigindo um acompanhamento constante dos segmentos que t\u00eam como tarefa a busca de uma sociedade justa, igualit\u00e1ria e desprovida de preconceitos. O combate ao racismo n\u00e3o \u00e9 uma luta em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luta de classes, pois as ideologias dominantes utilizam o racismo e as desigualdades sociais como instrumento de opress\u00e3o, com o objetivo de continuar dominando, por se tratar tamb\u00e9m de uma luta econ\u00f4mica.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u00c9 fundamental a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do movimento negro, na perspectiva de aprofundar e consolidar os avan\u00e7os sociais e econ\u00f4micos, prioritariamente nas \u00e1reas de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e cultura. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso construir outras plataformas que contribuam para a supera\u00e7\u00e3o do racismo, da opress\u00e3o de g\u00eanero e de classes que persistem no Brasil.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA luta pela desconstru\u00e7\u00e3o do racismo exige um posicionamento firme da sociedade, reafirmando a luta pol\u00edtica, pois ainda temos um longo caminho a percorrer para sermos verdadeiramente um Pa\u00eds de todos.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra \u00e9 celebrado no Brasil em 20 de novembro, data definida em refer\u00eancia \u00e0 morte de Zumbi dos Palmares (1695), l\u00edder negro de grande destaque na luta pelo fim da escravid\u00e3o. Foi criado em 2003 e institu\u00eddo em \u00e2mbito nacional atrav\u00e9s da Lei 12.519, de 10 de novembro de 2011. Al\u00e9m de reverenciar a mem\u00f3ria de Zumbi, a data deve ser dedicada \u00e0\u00a0 reflex\u00e3o sobre a nossa hist\u00f3ria de luta contra todas as formas de opress\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>*Artigo do presidente do Sindsa\u00fade-Ba, S\u00edlvio Roberto dos Anjos e Silva O racismo no Brasil \u00e9 resultante de um processo hist\u00f3rico, n\u00e3o sendo declarado, mas dissimulado. 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